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Peregrinação a pé a Fátima - 2015
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Apresentação

Desde 1992 que as Universidades Lusíada põem-se a caminho e peregrinam a pé até ao Santuário de Fátima, em resposta ao convite que Nossa Senhora faz na Sua primeira aparição, a 13 de Maio de 1917: "Quero que venhais aqui!".

Durante noventa e oito anos este convite tem atraído milhões de peregrinos de todo o mundo que aí chegam e experimentam Fátima como um lugar de graças. Um lugar onde a presença da Mãe de Jesus continua a falar aos corações, operando verdadeiros milagres de conversão interior.

A actualidade deste convite e o desejo de corresponder ao Seu pedido de oração e sacrifício pela paz do mundo, move os alunos, professores e colaboradores das Universidades Lusíada na vigésima segunda peregrinação a pé a Fátima.

Esta peregrinação acontece todos os anos na semana que antecede a Páscoa, a semana Santa, tempo em que a Igreja propõe a todos os cristãos uma vivência mais autêntica da sua fé, acompanhando Jesus que, liturgicamente, sobe o caminho do Calvário, onde será crucificado e morto.

Peregrinar a pé a Fátima é fazer-se companheiro de Jesus. Aceitar as adversidades do caminho, experimentar as próprias limitações e fragilidades, desafiar a capacidade de se dar e de se solidarizar com o outro que caminha junto, de abrir o coração e de se deixar interpelar e guiar por Maria que acolhe cada um como filho predilecto.

Peregrinar a pé a Fátima é, também, uma oportunidade única de sair de si mesmo para voltar a encontrar-se, consigo próprio e com a sua humanidade, em primeiro lugar e, depois, com Jesus para "recomeçar" a verdadeira caminhada, a caminhada da Vida. E, na Vida, há que saber dar mais um passo, arriscar, para que O possamos receber na Sua plenitude.

Este é o tempo, por excelência, de fazer-se companheiro de Jesus que, liturgicamente, percorre o caminho do Calvário com a cruz às costas, até chegar ao "Gólgota", local onde será crucificado e morto. Peregrinar a pé a Fátima é viver este tempo lado a lado com Jesus.

Deixar-se interpelar e pôr-se a caminho é vivenciar uma experiência de encontro. Encontro que acontece, naturalmente, nas adversidades e nas conquistas do caminho, no confronto com as próprias limitações e fragilidades, nos desafios à capacidade de se dar e de se solidarizar com o outro que caminha ao lado, na descoberta da grandeza de coração e na vontade de se deixar guiar por Maria, Mãe dos Homens e Mãe de Jesus.

Fátima é lugar de encontro. Encontra-se e encontrá-LO para "recomeçar" a grande peregrinação que é a Vida. E, na Vida, Maria convida a arriscar, para que O possamos receber na Sua plenitude.

Todo o percurso será feito a pé sem haver necessidade de carregar nada. Um carro de apoio, que acompanhará os peregrinos e transportará os seus pertences. O dia será passado a caminhar com paragens para descanso, sendo preenchido por momentos sacramentais, Eucaristia e Reconciliação sempre que o sacerdote esteja presente, de oração, de reflexão, de partilha espiritual e de testemunhos.

  • Dia 1 | 29 Março 2015 | Domingo
    Lisboa, Parque das Nações Vila Franca de Xira
  • Dia 2 | 30 Março 2015 | Segunda-feira
    Vila Franca de Xira – Vale da Pedra 
  • Dia 3 | 31 Março 2015 | Terça-feira
    Vale da Pedra – Almoster 
  • Dia 4 | 01 Abril 2015 | Quarta-feira
    Almoster – Alcanede 
  • Dia 5 | 02 Abril 2015 | Quinta-feira
    Alcanede – Alvados 
  • Dia 6 | 03 Abril 2015 | Sexta-feira
    Alvados – Fátima
  • Dia 7 | 04 Abril 2015 | Sábado
    Dia de reflexão em Fátima | Regresso a Lisboa.

Nota: não serão permitidas entradas a meio do percurso.

  • Informação a disponibilizar oportunamente.

A cargo da organização. As refeições são oferecidos por familiares, amigos e/ou antigos membros da AASUL que dispensam parte do seu tempo para virem até nós, oferecendo alimento e a sua boa companhia.

  • Almoços: realizados a meio do percurso no campo. No primeiro dia, o almoço é partilhado e da responsabilidade de todos os peregrinos.
  • Jantares: realizados no local de dormida.

Os peregrinos agradecem a caridade de todos aqueles que, não podendo acompanhar a pé o grupo, queiram peregrinar contribuindo com uma ajuda nas refeições. Caso deseje fazê-lo, por favor envie uma mensagem através do seguinte endereço electrónico: aasul1992@gmail.com.

Organização: Associação de Acção Social da Universidade Lusíada (AASUL) | Capelania da Universidade Lusíada de Lisboa.

  • Almoço para partilhar para o 1.º dia [29 Março 2015];
  • Saco de cama;
  • Esteira/colchão;
  • Chinelos;
  • Toalha de banho;
  • Artigos de higiene pessoal;
  • Medicamentos específicos (bomba de asma, etc.);
  • 1 tubo de vaselina;
  • Pensos tipo compeeds para bolhas;
  • Protector solar;
  • Roupa prática e confortável (tanto para a chuva, como para o sol, como para o frio);
  • Capa comprida para a chuva;
  • Chapéu/lenço para cabeça;
  • Colete reflector;
  • 2 pares de sapatos confortáveis (uns próprios para andar e outros para descansar os pés à noite).

Instrumento(s)

  • 10 pratos de plástico;
  • 10 copos de plástico;
  • 10 colheres/facas/garfos de plástico;
  • 20 copos.

A peregrinação é, na sua essência, uma caminhada espiritual. Durante a caminhada haverá momentos de oração e de reflexão pessoal e em grupo, de silêncio e de partilha entre os peregrinos. Sempre que possível será celebrada a Eucaristia. Teremos, ainda, testemunhos de pessoas cujas vivências nos inspiram e nos capacitam para uma vida de fé mais autêntica.

O Capelão da Universidade Lusíada de Lisboa, o Pe. Ismael Pereira Teixeira, irá acompanhar o grupo.

No dia da partida de Lisboa, 29 de Março de 2015, será disponibilizado, nesta página web, o guião do peregrino para que nos possam acompanhar nas orações e nos temas do dia.

Inscrição - Peregrinação

Preçário

Inclui percurso, alojamento e refeições (a cargo da organização) 40,00 Euros

 

Dados pessoais

 

* Required
Organização


 

  • Associação de Acção Social da Universidade Lusíada
  • Capelania da Universidade Lusíada de Lisboa


Notícia

Testemunho

"[...] eu nunca tive uma educação católica, tal como a maioria de vocês teve. A minha irmã andou na catequese, e frequentou todos os ambientes equivalentes, mas os meus pais nunca nos impuseram nada, sempre nos deixaram seguir o que queríamos[...] Assim, não fui habituado a ir à missa, entre outras coisas. As igrejas sempre me transmitiram imensa paz e, por isso, em momentos de maior stress ia sempre até uma igreja, para me acalmar e parar um bocado; às vezes é o que nos basta. Muitas das vezes em que senti necessidade de ir até à igreja, coincidia ser domingo...dia de missa. A minha proximidade com Deus, foi sendo pautada por diversos momentos, que de forma inesperada foram acontecendo e, para os quais tive que tomar decisões, mesmo que de forma inconsciente. Sem dúvida que, as pessoas (particularmente uma grande amiga, que também frequentava a AASUL, me incentivou a participar em diversas actividades organizadas pela AASUL). Um dos primeiros momentos, foi a vinda do Pápa a Lisboa. Nesse mesmo dia, recebo um telefonema dessa amiga a convidar-me; sem pensar duas vezes arranjei-me e fui. As emoções sentidas permaneceram na minha memória, alimentando cada vez mais a vontade de estar com Deus. O culminar desta proximidade surgiu, quando há 4 anos fui novamente desafiado para ir à peregrinação a pé a Fátima da AASUL. Dado que, eu tinha imensa curiosidade em saber como era uma peregrinação, fui!! Mais uma vez sem conhecer ninguém. Nessa peregrinação vivi imensa coisa, da qual destaco, a morte do meu melhor amigo; no 2.º dia. Vim para Lisboa nessa noite, e no velório falei com a mãe dele, expliquei que estava em peregrinação e ela disse-me: "então amanhã não vás ao funeral, volta para a peregrinação que é o sitio onde estás mais perto dele!” Sou franco, na altura fez-me imensa confusão aquelas palavras, mas fiz o que me disse. Voltei, toda a gente me recebeu muito bem, e no fim desse dia dei por mim na noite de oração a rir[...] pensei que era eu que não estava bem da cabeça, porque sentia uma paz enorme dentro de mim, porque percebi que esse meu amigo estava bem melhor do que antes (ele morreu com um cancro nos ossos), e segui no espírito da peregrinação! No fim da peregrinação, decidi deixar-me de medos e admiti, finalmente, que me tinha, oficialmente, convertido! Entrei imediatamente para a AASUL, fui às Jornadas Mundiais da Juventude em Madrid e, no ano 2012, o Padre Ismael Pereira Teixeira (Capelão da Universidade Lusíada de Lisboa) propôs-me fazer a preparação para o baptismo e o crisma. E assim foi, dia 4 de Julho baptizei-me e crismei-me e, desde então, tenho vivido coisas óptimas e conhecido pessoas espectaculares. Foi assim que, graças à AASUL e, em concreto à peregrinação, me transformei numa melhor pessoa. Sou, portanto, uma "obra" da força da AASUL!"

Gustavo Cotrim

Mensagem de Fátima

A 13 de Maio de 1917, por volta do meio-dia, na Cova da Iria, na diocese de Leiria-Fátima, Nossa Senhora aparece, sob a forma de visão, a três crianças, Lúcia de 10 anos, Francisco de 9 anos e Jacinta de 7 anos que andavam a pastar as suas ovelhas. No diálogo que estabelece com Lúcia, a única vidente que fala com a Mãe do Céu, pede que as crianças se encontrem ali com Ela, naquele lugar, naquele mesmo dia, aquela mesma hora, durante 5 meses seguidos e que rezem o terço todos os dias para alcançarem a paz para o mundo.

A Mensagem de Fátima, extraída dos diálogos que Nossa Senhora tem com os videntes, centra-se num convite permanente à oração: "[...] rezai, rezai muito" (aparição de 19 de Agosto de 1917), especialmente à recitação do Rosário: "[...] rezai o terço todos os dias" (aparição de 13 de Maio de 1917), e à prática do sacrifício: "[...] sacrificai-vos pelos pecadores, que vão muitas almas para o inferno por não haver quem se sacrifique e peça por elas" (aparição de 13 de Julho de 1917).

Oração e sacrifício, são os elementos essenciais da acção reparadora que Nossa Senhora quer estabelecer no mundo a partir de Fátima. À observância destas duas práticas, Nossa Senhora promete a retribuição em graças e a salvação das almas: "Se fizerem o que Eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz" (aparição de 19 de Agosto de 1917). Fátima torna-se, assim, um lugar onde, pela acção medianeira da Mãe do Céu, Deus quer erradicar do mundo a maldade que condena tantas almas ao fogo do inferno.

Neste contexto, a Mensagem de Fátima faz referência à Rússia e aos males que a recém instituída nação soviética, dominada pelas teorias marxistas-leninistas, impunha à Europa e ao mundo, no contexto da I Grande Guerra Mundial (1914-1918): "A guerra vai acabar. Mas, se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio Xl (Pontificado 1922-1939) começará outra pior (...). Se atenderem a Meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz; se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas" (aparição de 19 de Agosto de 1917).

Para evitar o alastramento do sofrimento humano provocado pelas ideologias comunistas, Nossa Senhora pede a Consagração da Rússia ao Seu Imaculado Coração e garante que a acolheria e a apaziguaria como fruto da oração e do sacrifício de tantos milhares de cristãos que correspondiam, assim, aos Seus apelos: "O Santo Padre consagrar-Me-á a Rússia que se converterá e será concedido ao mundo algum tempo de paz" (aparição de 19 de Agosto de 1917).

A consagração da Rússia – e do mundo ao Imaculado Coração de Maria foi feita pelo Papa São João Paulo II, na praça de São Pedro, em Roma, no dia 25 de Março de 1984, no Ano Jubilar da Redenção, no dia da celebração jubilar das famílias.

Símbolo de que a Mensagem de Fátima integra a história político-ideológica do mundo contemporâneo, é o fragmento do muro de Berlim (1961-1989), ícone da divisão do mundo, da subversão dos Estados e da subjugação do homem, presente no Santuário. Neste lugar, onde a mensagem é, nitidamente, de paz, este símbolo "[...] é uma grande bandeira que aqui aparece erguida e que na desfragmentação consegue ser mais forte do que aquilo que era quando estava fragmentado", disse à Agência Lusa o director do Serviço de Estudos e Difusão do Santuário de Fátima, Marco Daniel Duarte. Um ano e meio após a queda do muro, por ocasião da sua visita a Fátima o Santo Papa João Paulo II, agradeceu à Virgem ter guiado "[...] os povos para a liberdade", inscrição que está junto ao monumento. A Mensagem de Fátima, assume, deste modo uma dimensão universal de responsabilidade colectiva sobre a salvação do mundo através da prática da reparação.

Informações