|     |  Secretaria online

 
Prof. Doutor Carlos César Lima da Silva Motta




 
Prof. Doutor José Francisco Lynce Zagalo Pavia

 

Trabalhar em ambientes de crise é muito exigente e requer um elevado nível de empenhamento e de capacidades de gestão de stress. Este tipo específico de curso procura que os participantes tomem consciência desses desafios de forma a puderem evitar ou minimizar frustrações durante o cumprimento da sua futura missão. Para além disso, esta formação encoraja os participantes a refletir na sua preparação pessoal para a missão e providencia-lhes com um conjunto de qualificações necessárias para trabalhar num ambiente de gestão de crises, tanto a nível das empresas e instituições, como a nível nacional, assim como em cenários internacionais.

As crises que afetam a segurança das instituições e empresas e seu pessoal são geralmente provocadas por acidentes de origem humana (incêndios, derrocadas, roubos, motins e conflitos armados, etc.) ou desastres naturais (inundações, terramotos, etc.). Para além de uma adequada preparação para fazer face a todo o tipo de imprevistos que poderão afetar a segurança, desde a simples intrusão até ao roubo e sabotagem, os responsáveis por esta área deverão também possuir conhecimentos e capacidades técnicas para dirigirem todos os aspetos que envolvem a gestão de uma crise de grandes dimensões e a gestão pós-crise até ao retorno à normalidade das funções da instituição ou empresa.

As crises de nível nacional que poderão afetar a segurança do Estado e das populações necessitam também de um adequado corpo de responsáveis que possam conduzir os meios que serão necessários para gerir a crise. Se por um lado, os serviços de proteção civil (incluindo o serviço de bombeiros) estão preparados e detêm a autoridade para conduzirem a gestão de uma crise de nível nacional, se esta envolver incêndios de grandes dimensões, inundações de vastas áreas, contaminações devido a desastres em grandes complexos fabris ou depósitos de matérias perigosas, etc., por outro lado, uma crise grave de segurança nacional que ponha em causa o normal funcionamento do Estado e que extravase as competências normais das forças de segurança e de defesa, necessita de um corpo de especialistas que, funcionando nas estruturas de proteção civil, nas forças armadas e de segurança e principalmente junto dos órgãos de direção política, possam auxiliar os respetivos chefes, comandantes ou decisores políticos nos processos de tomada de decisão e de coordenação para fazer face à crise e às suas consequências.

A nível internacional, os desenvolvimentos recentes da situação internacional vêm demonstrando a necessidade de um corpo de especialistas que se possam deslocar rapidamente para uma área de crise para uma primeira avaliação da situação, para apoiarem, com informações e primeiras ações, o futuro papel de uma missão de gestão de crises. Nos últimos anos foram desenvolvidas e implementadas normas de formação abrangentes com o objetivo de preparar civis, diplomatas, polícias e militares para missões nacionais ou internacionais de gestão de crises. A existência de um grupo de peritos civis bem treinados prontos para serem destacados com um curto pré-aviso providencia as organizações internacionais, tais como a UE, a ONU e a OSCE a capacidade de levar a cabo um espetro completo de tarefas de prevenção de conflitos e de gestão de crises previstas nos seus mandatos. Atualmente, cursos de preparação geral são uma parte integrante dos programas de preparação nacional de vários países que contribuem com recursos humanos para tais missões. Contudo, enquanto a maior parte do pessoal de polícia ou das forças armadas tem acesso a preparação adequada antes de ser chamado para missões, apenas uma pequena minoria de peritos civis (incluindo magistrados, técnicos de saúde, membros de ONG, diplomatas e peritos em desenvolvimento) recebe treino preparatório antes de ser nomeado para tais missões.

Recentemente tem-se assistido à evolução da formação específica preparatória para missões, formação que melhor se adequa para a preparação dos participantes para a sua imediata nomeação para missões. Estas iniciativas são complementadas por treinos específicos providenciados pelas respetivas organizações aos recém-chegados às missões no terreno. Contudo, o calendário apertado não permite a formação em matérias genéricas, incluindo conhecimentos mais conceptuais, que são relevantes para o trabalho futuro do perito em gestão de crises, tais como informações sobre o país e atualizações sobre segurança. A formação de base genérica, introdutória, para trabalhar em ambientes de manutenção de paz e de gestão civil de crises deverá ser idealmente providenciada antes da nomeação.

Cursos como este providenciam a formação necessária e procuram dar aos participantes uma visão realista do trabalho diário em ambiente de gestão de crises e prepará-los para os numerosos desafios que poderão encontrar no terreno. Para alguns peritos, esta formação de base é a primeira de várias ações de formação antes de serem nomeados, embora para outros seja a única formação que irão receber antes de participarem numa missão.

O objetivo geral do curso é providenciar aos alunos o conhecimento básico e as qualificações necessárias para desempenharem funções de gestão de crises em três níveis: em ambiente de gestão de crises a nível de uma instituição ou empresas, a nível das funções do Estado de resposta a crises e emergências, ou ainda em missões internacionais de paz e de observação eleitoral, assim como em operações de gestão civil de crises, independentemente das funções específicas que irão desempenhar como peritos dentro das suas áreas de especialidade.

As disciplinas do curso estão concebidas para melhorar, em cada um dos níveis abordados, as desejáveis atitudes pessoais e profissionais, sublinhar a importância do envolvimento ativo de todos os membros da instituição ou da sociedade (apropriação local) e promover uma abordagem reflexiva e crítica às complexas questões da prevenção e gestão de crises. Estas qualificações serão exigidas na interação direta com as pessoas aquando da implementação de projetos concretos e componentes do mandato no terreno. Para além de adquirem competências a nível intermédio e nacional, os alunos também ficarão com uma imagem geral dos cenários internacionais e componentes das operações de paz, ao focarem-se nos desafios da cooperação interna e externa.

Os alunos adquirirão uma compreensão sólida, tanto ao nível institucional ou empresarial, como ao nível nacional e ao nível internacional, das instituições e atores presentes. Ao nível das crises internacionais, adquirirão conceitos de direitos humanos e de construção da sociedade civil, género e paz, qualificações de gestão, capacidades de comunicação intercultural e de negociação e resolução de conflitos, capacidades práticas em teatro de missão, tais como sensibilização para aspetos de segurança e gestão do stress.

A metodologia de ensino fomenta como essencial a participação dos alunos, e incluirá (ou poderá incluir) trabalho de grupo, visitas a instituições com desenvolvidos instrumentos de resposta a crises, exercícios interativos e discussões em grupo, assim como leituras preparatórias. Tanto quanto possível, recorrer-se-á a peritos para partilharem as suas experiências com os alunos. Para além disso, a metodologia encoraja a criação de novos conhecimentos e capacidades através da interação que decorrerá entre alunos e participantes com experiências, qualificações profissionais e preparações nacionais variadas.

Entre o público-alvo deste curso conta-se: quadros médios e superiores de Polícia, de Proteção Civil, das Câmaras Municipais, de empresas públicas e privadas, oficiais das Forças Armadas, magistrados, quadros de organizações internacionais e de organizações não-governamentais, técnicos de saúde e diplomatas e todos os que aspirem a uma melhor preparação para participar em ambientes de gestão de crises.

Para além de garantir uma preparação adequada à gestão de crises a nível empresarial ou institucional, o curso também formará os alunos para responderem a solicitações de gestão de crises de nível nacional. No nível internacional, o curso deverá ser um requisito essencial para quem for nomeado para uma operação de gestão civil de crises ou para quem trabalhe em ambientes de crise, incluindo os prestadores de trabalho voluntário. Também providenciará a qualificação que se vê como necessária para integrar uma bolsa de peritos nacionais disponíveis para participarem em missões e operações da Política Comum de Segurança e Defesa (PCSD) da UE ou de outras organizações internacionais.

Devido aos conteúdos genéricos, beneficiarão deste currículo pessoas com qualquer tipo de experiência profissional prévia, pois o curso procura contribuir para a criação de uma cultura comum de trabalho entre futuros responsáveis pela gestão de crises e membros de missões internacionais, atribuindo-lhes um sentido de identidade e de propósitos comuns para este tipo de missões. Como esta formação dá muita atenção ao trabalho de grupo, às discussões e ao role play, a participação de peritos com variadas experiências prévias é muito benéfica.

Os alunos inscritos que obtenham aprovação em todas as unidades curriculares terão direito à passagem de um certificado comprovativo da conclusão do respectivo curso.

Tema Horas
Liderança e gestão de recursos 11
Análise e gestão do risco 11
Emergência e proteção civil 11
Segurança humana 11
Prevenção e gestão de crises 11
Crises internacionais 11
O planeamento estratégico e o processo decisório 11
 
Total 77
  • Prof. Doutor José Francisco Lynce Zagalo Pavia
  • Prof. Doutor Pedro José Lopes Clemente
  • Prof. Doutor Luís Eduardo Marquês Saraiva
  • Major-General Carlos Branco
  • Prof. Doutor António José Palma Esteves Rosinha
  • Eng. José António Gil Oliveira
  • Coronel Mestre Carlos Coutinho Rodrigues

A avaliação de cada unidade curricular inclui a avaliação contínua (incluindo teste), com presença obrigatória num mínimo de 70% das aulas e trabalho final.

Período: 22 Setembro a 5 Dezembro 2014

  • Terça-feira: 18H00 - 21H00
  • Quinta-feira: 18H00 - 22H00

O curso tem a duração de 77 horas lectivas.

A informação relativa a propinas e respectivas normas de pagamento poderá ser obtida junto dos serviços do Instituto Lusíada de Pós-graduações.

  • Formulário de candidatura
  • Curriculum vitae
  • Certificado de licenciatura (original ou fotocópia autenticada)
  • Bilhete de identidade / Cartão de cidadão (fotocópia)
  • Número de Identificação Fiscal (fotocópia)
  • Fotografias (3)

Morada:
Instituto Lusíada de Pós-Graduações
Universidade Lusíada de Lisboa
Rua da Junqueira, 188-198
1349-001 Lisboa

Telefones:
+351 213 611 605
+351 213 611 606
+351 213 611 644

Fax:
+351 213 647 920

E-mail:
ilpg@lis.ulusiada.pt


Ver mapa maior