O processo de envelhecimento, sendo uma conquista da humanidade e, especificamente, da saúde, fez emergir novos desafios ligados à promoção da qualidade de vida nesta fase do ciclo de vida. Por outro lado, uma das características típicas e inevitáveis desta fase da vida, é o crescimento dos problemas ligados à saúde que afectam a autonomia, as relações e o bem-estar das pessoas idosas e são responsáveis por uma mortalidade precoce.
Os profissionais de farmácia interagem de forma bastante intensa com os idosos que recorrem às farmácias para adquirir medicação e pedir conselhos de saúde. No entanto, frequentemente acabam por colocar outro tipo de questões não específicas da saúde e da actividade. O mesmo se passa com os familiares das pessoas idosas (muitos também já idosos) que recorrem às farmácias.
Os farmacêuticos, pela sua proximidade e pela sua relevância na saúde dos idosos, tornam-se assim importantes agentes das redes sociais formais, pelo que têm muitas vezes um valioso conhecimento empírico dos problemas e hábitos de saúde dos idosos e, por isso, estão disponíveis para receberem formação que promova um conhecimento técnico-científico dos problemas da 3.ª idade, no sentido da promoção da saúde, do bem-estar e da qualidade de vida das pessoas idosas.