O debate, a crítica e a divulgação sempre foram importantes instrumentos de desenvolvimento da arquitectura, possibilitando-lhe reflectir sobre aquilo que produz, aprofundando os seus campos de acção e de conhecimento, relacionando-os com as exigências e os paradigmas que se lhe vão colocando. Ainda que estas práticas estejam eminentemente ligadas ao meio académico e profissional, cada vez mais essas áreas de trabalho atingem públicos bem mais vastos; trazendo-lhe, à arquitectura, visibilidade e reconhecimento da sua importância social, cultural e política.
Por essa via, observa-se um crescente interesse público pela arquitectura – pelas suas práticas e especulações, pelos resultados obtidos, pelo seu valor enquanto bem cultural –, levando ao surgimento de um mercado ligado à comunicação e à divulgação da disciplina; que passa pelo crescimento exponencial do número de publicações a ela dedicadas [livros, revistas, editoras, sítios web, blogues, etc.], de exposições, conferências, seminários ou ciclos de cinema em torno da arquitectura.
Na verdade, este fenómeno de crescente difusão da arquitectura trouxe mudanças para a própria actividade profissional. Nos dias que correm, a criação arquitectónica já não se resume à elaboração de projectos e obras, polarizando-se por práticas cada vez mais abrangentes, que vão desde a realização de exposições ao cinema ou à fotografia, passando pela escrita, pela edição de livros, jornais e revistas, pela museografia e pelas práticas jornalísticas. Se é verdade que esta profusão pressupõe a existência de cultura arquitectónica, facto é que o exercício dessas actividades implica o domínio de matérias e de competências específicas, relacionadas com mecanismos de gestão, difusão e comunicação. Nesse sentido, o curso de pós-graduação em Edição, crítica e curadoria em arquitectura oferece conhecimentos específicos e instrumentos operativos nas áreas da escrita, da edição e da publicação, da crítica e da curadoria, da produção e da realização de eventos; destinado a todos aqueles que desejam especializar-se nestas áreas.
No final do curso, o aluno poderá realizar um projecto final sob orientação tutorial ou optar por um estágio numa das várias instituições nacionais e internacionais, nomeadamente na Galeria Aedes [Berlim], no Moma [NY], no CCB [Lisboa], na Trienal de Arquitectura de Lisboa, na Fundação EDP (Lisboa), no DAM - Deutsches Architekturmuseum [Frankfurt], ou nas Galleria Note [Lisboa], IvoryPress [Madrid] ou Storefront [NY].
Há ainda possibilidade de realização de estágios profissionais em várias redacções e/ou editores de arquitectura, ou a possibilidade dos alunos verem publicados os seus trabalhos em revistas, livros ou websites nacionais e internacionais dedicados à arquitectura, nomeadamente através da Gustavo Gili [Madrid], da AV [Madrid], da Arq./A [Lisboa], da Arte Capital, do JA – Jornal dos Arquitectos [Lisboa] ou da San Rocco [Milão].